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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Homo homini lupus

Não é correcto tomar a parte pelo todo, mas cada vez mais observamos que o micaelense comum é uma besta. E não é preciso ir às Furnas ver um polícia espancado para nos apercebermos disso.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Asquerosidade Inaugural

A propósito da disputa Governo dos Açores/Câmara de Ponta Delgada, Carlos César/Berta Cabral, PS/PSD pela inauguração de umas casinhas ali para os lados do Livramento, na mesma altura em que se discutia a lei das Finanças Regionais, verificamos mais uma vez a qualidade dos nossos governantes. Mania que esta gente tem de colocar bandeiras em tudo, quando deviam eram trabalhar em cooperação, com a população como interesse superior e não estas mesquinhices partidárias.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Os Tentáculos da Escrita

Pergunta: Não será possível o Açoriano Oriental colocar os artigos de opinião de Miguel Brilhante, Alexandre Pascoal, Francisco César, Jorge Macedo, Mariana Matos e Rómulo Ávila no mesmo dia? Assim era menos um jornal que se comprava. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ensino Inferior

Há uns tempos, uma filmagem de uma aula do secundário tornada pública no conhecido site Youtube apresentava-nos o cenário de decadência do ensino público em Portugal, com uma aluna, por causa do telemóvel a ter uma atitude condenável perante a professora. Mais tarde, novamente neste site de difusão de videos, conhecíamos o caso de uma professora que passou dos limites deontológicos na abordagem sobre educação sexual. Discutiu-se a qualidade do ensino, a formação dos professores, a proibição deste tipo de filmagens e tudo mais.

Agora, por mais incrível que possa parecer, temos ambos os casos - maus alunos e mau professor - numa aula do ensino superior. Tudo se passou na Universidade dos Açores, numa aula do curso de Engenharia Civil. Um grupo de alunos repetentes tratam de desestabilizar uma aula em que o professor não é capaz nem tem capacidade de se impor. Ao longo da gravação percebe-se que é uma situação continuada. O docente desenha no quadro aquilo que é um sistema por ele inventado de colocar desordeiros na rua. No entanto, ele próprio não sabe lidar com os tais desordeiros. A chacota continua até que uma desrespeitada ordem dele para desligar um computador o faz, em silêncio, terminar e sair da aula. A ver aqui:



Parte 2, Parte 3, Parte 4


Sem querer entrar em reflexões vãs de como vai o ensino por cá, faço apenas uso da expressão popularizada por Hélder Medeiros: grandes labregos!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Senhor, é um engano propositado

Hoje, a ouvir o bloco de informação de uma estação de rádio, a jornalista falava numa inverdade de alguém que agora não interessa. Noutra ocasião, também numa estação de rádio, creio que a mesma mas desta feita num programa de debate, um dos comentadores dizia que determinada pessoa estava a usar declarações falsas. Numa sessão parlamentar, fértil neste tipo de linguagem, um deputado acusava outro de faltar à verdade. Parece que há um certo tabu em relação à palavra mentira neste país. Se bem que seja só ao uso dela.

De eufemismos vive a nossa política. Ontem, na audição da Comissão Parlamentar de Saúde, Maria José Nogueira Pinto, talvez saturada de suavidades, disfemisticamente, chama o deputado Ricardo Gonçalves de palhaço. São estes os nossos representantes.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ambulâncias & Vinho Tinto II

É bom saber que, por pouca expressão que este blog possa ter, consegue realmente botar sentido nalguma coisa. Depois de ter referido o caso dos bombeiros na noite de São Martinho no dia 12 de Novembro, eis que no noticiário da RTP/Açores do dia 18 aparece uma peça a este respeito. Todavia, como é apanágio deste orgão de comunicação, a falta de uma investigação concisa não dá o rigor que a notícia deveria ter. Começou pelo meio. Este caso inicia-se na Ribeira Grande, origem da denúncia, quando 2 bombeiros em serviço, embriagados, entram em desacato entre si. Nenhuma referência a este episódio. Depois, a pérola da notícia: "No seio dos bombeiros [de Ponta Delgada] surgem acusações ao comandante de corporação que é também o concessionário do bar da associação e que não só não proíbe, como alegadamente incentiva a venda de álcool aos bombeiros de serviço". Como é? Bota-se para o ar uma acusação sensacionalista dessas e não se - como o próprio jornalista também gosta de usar - esmiúça a situação? Qual a veracidade dessas acusações? Porque não foi o comandante questionado sobre isso? Jornalismo desse não, obrigado.

sábado, 14 de novembro de 2009

O Código Macedo

1. "Abrir o jogo"
Se alguém "perde tempo" com as páginas de opinião do jornal "Açoriano Oriental", decerto que já se deparou com alguma "crónica" do deputado regional Jorge Macedo.

Macedo, "eleito" responsável para "malhar" no governo regional por causa da "trapalhada marítima" que "aqueceu" este verão de 2009, como já devem ter reparado, gosta de aspas. De aspas e de expressões idiomáticas.

2. O "desafio"
O "Bota Sentido", curioso, não quis ficar "à sombra da bananeira" e "agarrou com unhas e dentes" a oportunidade de "partir" na demanda de descodificar a escrita de Macedo, até "chegar" a uma teoria.

3. Os "pontos nos is"
O "enfado" literário com que Macedo nos "brinda", que "põe a cabeça em água" de muita gente, é um golpe de tortura ao governo regional e, por arrasto, ao PS/A , porque mais ninguém, até do PSD/A, tem a paciência para ler tal desarranjo.

Contaram as aspas?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ambulâncias & Vinho Tinto

Em dia de São Martinho, o melhor é não tocar no vinho.

Ontem, para quem passou pelo hospital de Ponta Delgada, provavelmente reparou na operação stop que foi montada para os condutores de ambulância. Acontece que, feita uma queixa de que um bombeiro se tinha apresentado embriagado numa ocorrência, a polícia, no seu dever, tratou de fazer cumprir a tolerância zero a quem muitas das vezes fica imune a estas fiscalizações.

Soprados os balões, alguns bombeiros - em serviço - acusaram níveis de álcool no sangue já considerados crime, tendo havido mesmo casos de detenção.

Mesmo que fosse dia de S. Martinho, não pode ser visto como um caso isolado. O abuso do álcool das pessoas com profissões que requerem um alto grau de responsabilidade é uma realidade continuada mas muitas das vezes é abafada internamente. Resolve-se um ou outro caso pela calada mas o problema não se resolve.

Por cá, a comunicação social não sabe fazer uso do seu papel de 4º Poder. Não denuncia.

E ficamos na mesma, mais copo, menos copo.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sem lei nem grei


Vila de Rabo de Peixe, terra de difícil estudo. Se num lado temos um pólo mais abonado e civilizado, no outro, apesar de um forte investimento social e material, persiste a desordem e a pobreza, principalmente a de espírito. 

Então não é que um valente, ou melhor, violento grupo de 300 indivíduos, insurge-se contra as forças de segurança, provocando um alarido há muito tempo não visto? Vejam aqui no Candilhes, blog atento ao que por cá se vai passando. 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Anno Domini MMIX

Diz-nos a Lusa, orgão mui prezado de informação, que por terras do Vaticano, "o bispo Gianfranco Girotti, regente do Tribunal da Penitenciária Apostólica do Vaticano, afirmou que, nos casos de possessão diabólica, a pessoa afectada deve dirigir-se a um exorcista e não a um confessor. Porém, no caso de alegadas visões sobrenaturais, aconselha-se o recurso a confessores especializados, acrescentou Girotti numa iniciativa organizada terça-feira pelo Tribunal a que preside, revelou o diário "L'Osservatore Romano", segundo o qual o bispo também denunciou a "forte crise" que está a atingir o sacramento e a confissão.
Após analisar diferentes casos de confissões, o prelado referiu "casos complexos e delicados" como os fenómenos diabólicos, místicos e presumivelmente sobrenaturais.
Girotti incluiu nos diabólicos os casos de possessão e obsessões e aconselhou a intervenção de um exorcista, enquanto nos casos ligados ao misticismo e à histeria o ideal será consultar peritos religiosos." (fonte)
Estamos mesmo em que ano?
 

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Uma violação conveniente?

Ontem, segunda-feira, o jornal Açoriano Oriental deu conta, na sua primeira página, de uma violação a uma idosa na Clínica do Bom Jesus, em Ponta Delgada. Hoje, volta a destacar o assunto e informa-nos que o alegado violador é funcionário daquela instituição prestadora de cuidados de saúde e terá alegadamente abusado sexualmente de uma paciente que se encontrava internada na clínica. O caso ocorreu domingo ao final da tarde, tendo motivado uma grande revolta dos familiares da vítima, que segundo informações recolhidas por este jornal surpreenderam o funcionário no quarto a violar a paciente.

Conta quem sabe que, naquele final de tarde de domingo, em hora de tratar da higiene dos pacientes, o funcionário (pessoa respeitosa e competente, segundo os seus colegas) estava a preparar a senhora, como nas outras vezes - e, inclusivé, já o tinha feito à outra idosa que se encontrava no quarto -, para lhe dar banho, daí ela se encontrar nua no momento em que familiares seus decidiram entrar no quarto e dar inicio ao drama. Acontece ainda que a alegada violada tem vários meses de dívida à clínica, que, não parecendo, até pode ter alguma coisa a ver com o caso. Esta é, portanto, mais uma versão deste triste acontecimento.  

Façam lá o favor de botar sentido nisto nos próximos capítulos. 

     

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Há dias assim

O meu dia de praia. Queria eu que fosse o título deste amontoado de palavras que vos estou a passar, a pedido do gerente deste espaço. 

Agosto não está a defraudar as expectativas. Depois de dois meses de Verão sofríveis, o sol e o calor apareceram em máxima pujança e uma pessoa, que gosta de passar as peles pela água salgada, começa a sentir o chamamento das ondas e não é capaz de lhe resistir. Mas, naquela manhã de Domingo, estava a escapar-me um acontecimento que, em anos anteriores, preparava com dedicação. Era, pois, Domingo de festa lá da freguesia, ou, se preferirem, lá da paróquia, porque muitas vezes não sabemos onde uma começa e outra acaba, de tão entrelaçadas com estão. 

Assim como nas festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, as festas da freguesia também recebem os seus emigrantes, que guardam igualmente devoção à sua padroeira. Dia portanto de rever a titia d'América e os primos que já mal sabem o Português. Nas ruas, assiste-se a um campeonato do melhor tapete de flores. A competição é renhida e vale tudo, tudo que seja flor à beira da estrada. Como manda a tradição, dia de festa é dia de estrear uma peça nova de roupa. É ver toda a gente, no ponto alto da festa, bem arranjada e perfumadinha, naquele que é um desfile de vaidades, a procissão.  

Nisto, passou-se o dia e, não sei se por tais razões, já em casa, comecei a sentir uma má disposição. E uma pessoa, quando sente essas coisas, dirige-se ao seu laboratório, que é, como quem diz, a casa-de-banho. Senta-se no seu trono e força aqui, força ali, naquele vexame agoniado, perdoem-me a indelicadeza, saem três peidos sufocados, o último via-se que estava a morrer. Mais nada. Para cereja em cima do bolo, salvo seja, na água que tinha deixado no bidé estava uma asquerosa barata toda escancarada. A custo, retirei-a de lá e, com pena minha, despejei a água. Logo eu, que até sou uma pessoa que se preocupa em poupar água, em consideração pelos alertas dos doutores do ambiente, que não querem que gastemos muita água, para eles poderem encher as suas piscinas. Há dias assim.